16 de abril de 2012

Dia 2 - Fazer o que há a fazer

16 de abril de 2012

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido distrair-me na mente e arranjar outras coisas para fazer de modo a evitar enfrentar-me e a realmente fazer aquilo que tenho de fazer.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido realizar que as coisas que eu arranjo para fazer de modo a me distrair de fazer aquilo que devo fazer não passam do meu programa mental de resistência que me têm controlado a minha existência de forma a que eu acabe sempre por disperdiçar tempo e destruir a minha disciplina, e, como tal, a minha existência têm sido um disperdício.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que a resistência que eu tenho em fazer aquilo que devo fazer é real em vez de realizar que esta resistência não passa da forma que a mente usa para me manter prisioneiro e escravo da ideia que eu tenho de mim mesmo que "eu não sou capaz"/"eu sou um falhado".

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ser controlado pelos pensamentos que adiam as acções que eu tenho de tomar em cada momento.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido criar vários divertimentos e distrações de forma a evitar pensar naquilo que tenho de fazer.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ser levado pelos planos das outras pessoas / ajudar outras pessoas a fazerem coisas de forma a evitar fazer aquilo que tenho de fazer.

Eu perdoo-me por me ter aceito e permitido não querer fazer aquilo que tenho de fazer.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido pensar que a experiência da resistência de não querer fazer aquilo que devo fazer faz parte de quem eu sou em vez de realizar que tal é na verdade um programa que eu criei quando era criança de modo a evitar enfrentar a ideia que eu tenho de mim mesmo de ser um falhado.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido evitar fazer aquilo que devo fazer baseado no medo de falhar e me tornar um falhado em vez de enfrentar o medo ao puxar por mim para ir para além da resistência até não existir resistência nenhuma em fazer aquilo que devo fazer - Aquilo que devo fazer têm de ser feito e não há necessidade de atribuir qualquer valor à tarefa.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido comparar-me com outras pessoas e ver-me como superior ou inferior - e desta forma criar a ideia que eu tenho sempre de ser o melhor/ganhar e se assim não for eu sou um falhado e evito enfrentar esta ideia/julgamento próprio de modo a me sentir melhor comigo mesmo - assim sendo, evito fazer aquilo que tenho de fazer pois aquilo que tenho de fazer têm de ser "bem feito" e se não o fizer bem é porque eu sou um falhado e não mereço a aprovação das pessoas.

Eu perdoo-me por me ter aceito e permitido ser influênciado pelos pensamentos e sentimentos que se apresentam como resistência a fazer aquilo que devo fazer que proveêm da minha infância '' e como tal, ao agir de acordo com o passado eu não passo de um prisioneiro da memória e não vivo na realidade aqui no físico, neste momento, como vida.

Eu perdoo-me por me distrair na mente com ideias sobre as coisas que tenho de fazer pois, ao faze-lo, estou de facto a alimentar a resistência em fazer as coisas que tenho de fazer.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido criar um "bicho de sete cabeças" sobre aquilo que tenho de fazer em vez de simplesmente respirar e por-me a mexer: focar-me no físico - estar presente no e como o meu corpo e nos objectos que me rodeiam/o meu ambiente - e começar imediatamente com a tarefa a executar.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido defenir aquilo que tenho de fazer como aborrecido, chato, não interessante - e desta forma criar uma maior resistência em o fazer.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que aquilo que tenho de fazer é uma perda de tempo em vez de realizar que é sim uma perda de tempo pensar sobre o que tem de ser feito assim como fazer outras coisas de forma a evitar fazer aquilo que tenho de fazer.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ter medo de não completar as tarefas devidamente pois se o fizer eu acredito/penso que eu sou um falhado.

Eu perdoo-me por me ter aceito e permitido definir-me como um falhado e evitar fazer tarefas importantes pois acredito que se eu falhar em fazê-las devidamente só prova que eu sou um falhado.

Quando e assim que eu me vejo a distrair com coisas sem relevância sobre o que tenho de fazer: Eu páro e respiro. Assim realizo o facto que para mudar este automatismo é necessário eu começar imediatamente a fazer o que devo fazer sem sequer hesitar.

Quando e assim que eu me vejo a arranjar desculpas e justificações para não fazer o que devo fazer: Eu páro e respiro. Assim realizo que as desculpas e justificações são defacto a minha mente acontrolar-me ao me manter escravo da memória/padrão/hábito que eu criei para evitar ficar desapontado comigo mesmo quando não consigo completar as tarefas devidamente

Quando e assim que eu me vejo a pensar que aquilo que devo fazer é dificil e demoroso: Eu páro e respiro. Assim realizo que é irrelevante o que penso/acredito sobre aquilo que devo fazer pois é algo que TENHO/DEVO fazer, e como tal não é apropriado permitir-me pensar ou ter sentimentos e emoções em relação ao que deve ser feito pois só causa incerteza e falta de confiança em mim.

Quando e assim que eu me vejo a ter pensamentos sobre outras coisas no momento eu que é necessário fazer o que há a fazer: Eu páro e respiro. Desta forma eu realizo que nesse momento tenho de corrigir este padrão de evitar fazer o que devo fazer ao fazer outras coisas ao simplesmente tomar direcção, ser disciplinado e dedicado em fazer o que devo fazer.

Quando e assim que eu me vejo a permitir que outras pessoas interfiram/me distraiam quando estou a fazer o que devo fazer e como tal aceitar e permitir que esse momento seja uma desculpa/justificação para parar de fazer o que devo fazer: Eu páro e respiro. Desta forma, nesse exacto momento, eu tomo direcção e expresso/digo o que tem de ser dito sem formar ideias/julgamentos/percepções sobre a outra pessoa e sou claro e concreto sobre na minha decisão de continuar a fazer o que devo fazer até ter a oportunidade de conversar/ajudar a/as outra/outras pessoa/pessoas.

Quando e assim que eu me vejo a pensar/acreditar/ter a ideia que eu não sou capaz de completar as tarefas que devo completar: Eu páro e respiro. Assim eu realizo que estou a diminuir-me ao criar uma ideia/julgamento de mim que não representa de forma nenhuma o que é real. Assim eu realizo que eu só vou dercobrir se sou capaz ou não se me colocar na posição de executar a tarefa. Assim eu realizo que  não há nada mais a fazer a não ser executar a tarefa que devo executar: sem pensamentos, sem hesitações, sem dúvidas, sem ideias, sem julgamentos, sem resistências.

Eu faço o que têm de ser feito. Eu dedico-me a puxar por mim de forma a estabelecer assertividade em fazer o que tenho de fazer. Eu dedico-me a fazer o que tenho de fazer acima de tudo! Eu disciplo-me "religiosamente" a fazer o que tenho de fazer. Eu disciplo-me a fazer o que devo de fazer até tornar o pondo da disciplina algo tão simples e natural como uma simples respiração. Eu puxo por mim para me manter determinado em estabelecer assertividade em imediatamente fazer o que tenho de fazer no momento. Eu dedico-me a explorar todos os aspectos de quem eu realmente sou no contexto de fazer aquilo que devo fazer, antes, durante e depois de executar a tarefa. Eu estabeleço determinação absoluta em executar as tarefas que devo de executar.


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