21 de abril de 2012

Dia 6 - Mente física automatizada

21 de abril de 2012

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido não estar atento áquilo que digo.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido estar com atenção aos momentos e locais em que me encontro e como falo/ajo de uma forma pre programada em vez de estar atento à minha respiração e falar em honestidade própria, dando direcção a todo o que digo e faço.

Eu perdoo-me por me ter aceito e permitido saltar para conclusões e agir/falar de uma forma pre-programada em vez de realizar que se eu não der direcção a mim a todo o momento eu serei um escravo da minha personalidade e farei das outras pessoas alvos de um programa de abuso.

Eu perdoo-me por me ter aceito e permitido ser teimoso em reconhecer os meus erros em vez de realizar que esta teimosia não é quem eu realmente sou mas sim a mente que defende  a sua ideia de que está sempre certa.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ser levado pelo automatismo da mente que me controla e limita atravéz de personalidades em vez de estar ciente da minha respiração e agir em honestidade própria, garantindo que tudo o que eu digo e faço reflete quem eu sou como vida, um e igual a todos.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido pensar que sei tudo e que estou sempre certo em vez de realizar que tal é defacto uma ideia da mente que determina a minha limitação como incapacidade de considerar tudo e todos como um e iguais como vida.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ser e estar constantemente sujeito aos automatismos físicos da mente que determinam o meu tom de voz, as minhas palavras e os meus gestos - em vez de estar aqui presente um e igual com e como a respiração, e desta forma dou-me direcção e determino a todo o momento o meu tom de voz, as minhas palavras e os meus gestos.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ficar defensivo, reagir e não querer enfrentar a minha desonestidade como teimosia em vez de respirar, "deixar ir" e dar-me direcção, desta forma transcendendo o meu ego nesse momento e acumulando a correcção final.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido  acreditar que as outras pessoas não sabem nada e que eu é que sei tudo, e como tal ignoro o que as outras pessoas têm a dizer pois acredito que eu já sei tudo e não preciso que ninguém me diga nada.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido assumir certas coisas sobre pessoas e agir/falar de acordo com tais suposições em vez de estar "limpo" e claro antes de comunicar mesmo que seja uma só palavra, mesmo que seja um só som, mesmo que seja um só gesto.

Eu perdoo-me por me ter aceito e permitido crer que os pensamentos, gestos e tons de voz que expresso representam quem eu realmente sou em vez de realizar que eu me programei de forma a ser uma personalidade que tem de sobreviver neste sistema de abuso e como tal não posso de forma nenhuma confiar no programa e deixar-me levar pelo automatismo mas sim estar presente como a respiração e dar direcção a todas as palavras e actos de forma a expressar o que é melhor para todos.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido não considerar a posição das outras pessoas e saltar para conclusões baseadas na crença que "eu sei tudo" em vez de me colocar nos pés das outras pessoas, dar tempo para entender a situação com que estou a lidar e só depois me expressar com o ponto de partida do que é melhor para todos.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido assumir que toda a gente se encontra no mesmo nível de entendimento que eu e quando vejo que tal não é verdade reajo devido à falta de entendimento das outras pessoas ou meu, em vez de realizar que todos estamos, por enquanto, a níveis de entendimento diferentes e como tal é necessário dar tempo e espaço - ser paciênte - de forma a que a comunicação seja clara e que, eventualmente, estejamos todos ao mesmo nível de entendimento.

Eu perdoo-e por me ter aceite e permitido julgar-me como falhado e zangado comigo mesmo quando vejo que não dei tempo e espaço a outro individuo para se expressar e realmente colocar-me nos pés do outro em vez de ser também paciente comigo quando cometo erros - quando salto para conclusões - e não me permitir ficar agarrado ao sentimento de culpa.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que o sentimento de culpa por "falhar/cometer erros" é real em vez de realizar que tal continua a ser o meu ego que "está sempre certo".

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido custar aceitar que errei, assumir o erro e deixá-lo ir em vez de realizar que toda esta resistência é o meu ego/personalidade que me controla durante todo o processo de comunicação.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que sou os pensamentos que "sabem tudo" e/ou "mais que os outros" em vez de realizar o facto que na verdade só sei aquilo que fui programado para saber e há muito que na verdade não sei e nem sequer chego a dar-me a oportunidade a considerar devido a este mesmo ego - por esse motivo eu páro de participar nestes pensamentos e dou-me direcção para estar um e igual com o entendimento de outros seres ao me colocar nos pés dos mesmos e ouvir em humildade - e só depois falar em senso comum sem permitir que a mente/ego faça parte da comunicação.

Quando e assim que me vejo a assumir que sei o que se passa e a agir/falar de uma forma automática: eu páro e respiro. Assim realizo que estou a ser controlado pela mente física e como tal dou-me direcção para me expressar em unidade e igualdade com base no que é melhor para todos.

Quando e assim que me vejo a saltar para conclusões baseadas naquilo que eu penso saber/assumo: eu páro e respiro. Nesse momento realizo que não estou a considerar todas as facetas/dimensões da situação pois estou simplesmente a ser controlado e limitado pela "visão" limitada da mente", e como tal não me permito participar em tais reacções e dou-me tempo e espaço para considerar todas as dimensões/facetas da situação com que me encontro a lidar, e desta forma vou-me expandindo e establecendo a minha expressão como quem realmente sou.

Quando e assim que me vejo a ter pensamentos baseados na suposição que eu "sei o que se passa" / "sei como as coisas são": Eu páro e respiro. Assim realizo que o que eu iria dizer/fazer seria baseado numa ideia/crença e como tal seria de facto um automatismo da mente - sendo assim não permito que a crença/ideia me controle/limite e exploro o assunto em mais detalhe, colocando questões adequadas antes de chegar a uma conclusão.

Quando e assim que me vejo a sentir mal comigo mesmo por ter cometido um erro: Eu páro e respiro. Assim realizo que esse sentimento de culpa e arrependimento não é real mas sim a mente - como ego - a prolongar o seu controlo sobre mim. Sendo assim realizo que não se pode mudar o que foi feito, mas posso sim preparar-me para quando enfrentar o mesmo ponto.

Quando e assim que me vejo a defender a minha ideia/crença que estou certo: eu páro e respiro. Nesse momento realizo que estou na verdade a defender o meu ego/mente e como tal corrijo o ponto no momento, dizendo e fazendo o necessário para  expressar quem eu realmente sou como um e igual como vida - fazendo e dizendo o que é melhor para todos.



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