24 de abril de 2012

Dia 9 - A imagem de mim mesmo na minha mente

24 de abril de 2012
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido existir de acordo com a imagem de mim mesmo que existe na minha mente em vez de realizar que tudo isso é na verdade o que me está a limitar.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que a imagem que eu tenho de mim mesmo ma minha mente é real em vez de realizar que não passa das várias imagens/fotos que eu tirei com os meus olhos e armazenei na minha mente durante a minha vida e que agora as uso para eu me definir/criar uma entidade/personalidade que é na verdade a minha limitação pois quem eu realmente sou não é uma imagem - e ao me permitir ser controlado por esta imagem estou na verdade a aceitar ser menos que esta imagem.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ter uma imagem de mim mesmo como alguém alegre e bem disposto em vez de realizar que tal esconde a verdade de quem eu me permiti tornar -- esconde toda a negatividade que existe em mim e que eu acabei por reprimir pois, de acordo com a imagem, eu tenho de me portar como alguém bem disposto, alegre, sempre tranquilo, sempre na boa --- enquanto toda a raiva, o ciúme, a inveja, o medo, o stress, a culpa, o arrependiment continua em mim a consumir-me lentamente.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido definir-me como a cor vermelha/encarnada: no qual defino como sendo algo quente, alegre, forte, expressivo - em vez de realizar que esta cor esconde a minha "face negra" que eu evito a todo o custo enfrentar - em vez de realizar que é "esta face" que me impede de ver e expressar quem eu realmente sou como vida.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido definir-me de acordo com a imagem que eu tenho de mim mesmo como "gozão", alguém engraçado, alguém que "anima a malta" mas que ao mesmo tempo é reservado e "modesto" na sua atitude - de forma a não parecer "convencido" - em vez de realizar que esta é uma forma de "ser convencido" ao tentar convercer-me que não o sou.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ter a imagem de mim mesmo como alguém que "tem sempre razão", "que sabe tudo", "que é inteligente" - e usar tal imagem como uma forma de me sentir superior em vez de realizar que eu não sou tal imagem, e mesmo que seja mais "inteligente" ou mesmo que "saiba mais" que outras pessoas isso não faz de mim superior mas sim coloca-me numa posição de maior responsabilidade para resolver o abuso que existe.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido querer se mais e melhor que os outros e como tal construir uma certa imagem de mim mesmo na minha mente de forma a manifesta-la neste mundo em vez de realizar que estou na verdade a limitar-me e a separar-me de tudo e todos.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido sentir-me inferior quando lido/estou com alguem que defini como sendo mais "inteligente", com "sabedoria", mais "bonito", mais "atraente", mais "expressivo", mais "articulado", mais "expressivo", mais "sexy" - em vez de realizar que tudo isto são ideias que eu defini como "boas qualidades" que eu pretendo ter e penso, de uma maneira ou de outra, ser.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ter uma imagem/ideia de mim mesmo como sendo superior a certas pessoas e inferior a outras, em vez de realizar que nesnhuma destas ideias é real pois dependem da ideia que eu tenho sobre mim e sobre as ideias que eu tenho sobre as outras pessoas.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido definir-me como "engraçado" e acabar por ser "o engracadinho" numa tentativa de ser aceite pelas pessoas em vez de realizar que este meu padrão é na verdade a minha insegurança / falta de confiança que cria a necessidade de aceitação/aprovação das outras pessoas.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido, de acordo com a imagem que eu tenho de mim mesmo na minha mente, fingir ser alguém que na realidade não existe, em vez de parar fingir e expressar quem eu realmente sou como vida, aceitando-me por completo: o meu corpo, o que eu sei, como falo, o que falo, como me expresso - em vez de me permitir mudar de personalidades de acordo com a situação, locais e pessoas com que me encontro.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido julgar a forma como eu falo, o que sei, a minha aparência - definir-me como insuficientemente "bom" e como tal criar uma personalidade para compensar o que eu penso falar para depois esperar ser aceite pelas pessoas que me rodeiam - em vez de parar fingir, investigar a fundo aquilo que me tornei, como me tornei nesta personalidade e mudar-me por completo de forma a viver em honestidade própria a cada momento.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido desejar que certas pessoas gostem de mim, desejar que certas pessoas falem comigo, que certas pessoas me quiram por perto, que certas pessoas me aceitem em vez de realizar que eu estou sózinho - que Eu, na verdade, já sou tudo e todos, um e igual com e como a vida, e como tal, desejar ser aceite por outras pessoas demonstra que eu ainda não me permiti tornar o que quer que essas pessoas representem.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ter medo de não ser "bom o suficiente" e como tal criar personalidades e ideias/imagens de mim mesmo que acabo por "atuar" para ser aceite pelos meus amigos e familiares, em vez de se honesto comigo mesmo e expressar quem eu realmente sou como vida.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que os meus pensamentos em relação a mim mesmo - como eu devo agir, o que devo dizer nesto momento de acordo com quem me está a ouvir - são reais em vez de realizar que são de facto o programa da minha mente que me define como uma personalidade que controla o que digo e o que faço, como, porquê, quando, onde e com quem.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido entrar no modo automático (personalidade) de acordo com as pessoas com quem me encontro em vez de me dar direcção em honestidade própria de modo a corrigir os pontos nos quais me permito ser controlado pela imagem que tenho de mim mesmo.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido controlar os sentimentos que sinto de forma a esconder aquilo que realmente estou a experiênciar em vez de para, respirar e investigar aquilo que realmente se passa.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido reprimir o que sinto - o meu "lado feminino" - de forma a "esconder os meus sentimentos" para que todos pensem que "eu sou forte" em vez de me abrir comigo mesmo, investigar o que reprimo na totalidade e tomar direcção para fazer a correcção quando for necessário, expressando o meu lado "feminino" e "masculino" sem ideias/crenças pre criadas.

Quando e assim que me vejo a agir de acordo com a minha / as minhas personalidade/s baseado na imagem/ideia que eu tenho de mim mesmo: Eu páro e respiro. Nesse momento realizo que ainda não investiguei em detalhe "quem eu me permito ser" (como mente) nesse determinado momento, e como tal tenho ainda de explorar o ponto até entender todas as relações e todas as formas que a mente tem para me controlar e limitar  caso eu permita.

Quando e assim que me vejo a controlar aquilo que sinto de forma a esconder o que realmente se passa comigo: Eu páro e respiro. Assim realizo que estou a peprimir algo que existe em mim de forma a manter/apresentar uma certa e determinada imagem/ideia de mim mesmo para o exterior de forma a "parecer bem" para ser aceite por outras pessoas.

Quando e assim que me vejo a "ser engraçado" de forma a ser aceite por outras pessoas: Eu páro e respiro. Nesse momento realizo que estou a querer que as outras pessoas me aceitem em vez de eu me aceitar incondicionalmente sem nenhum desejo que as outras pessoas também o façam pois na verdade, eu, ao ser honesto comigo próprio, estou a incluir-me no "grupo" que é a vida e a expressar-me como vida, um e igual como tudo e como todos.

Quando e assim que me vejo a por um sorriso de forma a ser aceite por outras pessoas /de forma a concordar com outras pessoas - quando na verdade existe uma conversa de fundo na minha mente na qual estou a julgar a pessoa e/ou a "dizer" "tirem-me daqui": Eu páro e respiro. Nesse momento realizo que se eu não me der direcção para ser honesto comigo mesmo e expressar o que deve ser expresso irei tornar-me uma vítima da mente e irei criar um loop temporar no qual acabarei por enfrentar o mesmo ponto -- por isso, em vez de tentar enfrentar o inevitável mais tarde, enfrento-o no momento.

Quando e assim que me vejo a tentar esconder toda a negatividade que existe em mim ao me agarrar a uma imagem que tenho de mim mesmo de alguém alegre, bem disposto, sorridente, porreiro, tranquilo: eu páro e respiro. Nesse momento realizo que "meter o pó debaixo da carpete" não o irá fazer desaparecer, e eventualmente não haverá mais espaço para tanto "pó" e irei "rebentar". Assim sendo eu enfrento "o pó", enfrento a "poeirada" que esconde quem eu realmente sou sem me permitir julgar, sem desejar se mais, sem me permitir sentir menos, sem competir, sem ser ganancioso. Eu enfrento aquilo que me tornei, e mudo-me de forma a me tornar um e igual com e como a vida.


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