8 de maio de 2012

Dia 17 - Medo de Voar

8 de maio de 2012

Medo de voar

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido aceite e permitido ter medo de voar.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido realizar que o medo de voar é na verdade medo da morte.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido realizar que este medo da morte é na verdade o medo que a mente tem de deixar de existir.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido realizar que este medo da morte revela que eu claramente não transcendi a mente e como tal ainda não fiz tudo o que podia ter feito até agora para a transcender.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido realizar que este medo da morte é o medo de perder a ideia/imagem/crença de quem eu sou.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido definir-me como a minha mente/personalidade, e como tal ter medo de morrer pois tal seria o fim da minha mente/personalidade assim como todas as minhas memórias e relações que eu criei em separação de mim mesmo e que acabei por definir como "parte de quem eu sou".

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido dar mais valor à mentira que é a mente em vez de valorizar em absoluto a vida - quem eu sou como vida - e como tal não permitir que o medo da morte em mim exista  pois quem eu sou como vida não morre - pois não têm início nem fim, é eterno.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ter-me definido como a mente e como tal ter medo de morrer pois, na verdade, tenho medo de enfrentar a mentira que é a mente.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido por um fim à minha mente ao tornar-me vida como quem eu realmente sou e como consequência por um fim ao medo da morte pois quem eu sou como vida não é limitado a esta fisicalidade nem ao conceito da mente de "tempo" - logo tornar-se eterno.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido realizar que a morte da mente (e do corpo) é inevitável e poderá vir a qualquer momento - e como tal é desnecessário permitir-me existir com medo que o inevitável aconteça.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ter imagens na minha mente do avião a explodir.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ter pena de deixar os meus amigos e familiares "para tráz" caso eu morra, em vez de realizar que este medo é na verdade medo de perder a minha ideia/crença/imagem que eu tenho sobre mim de quem eu sou.

Quando e assim que me vejo a ter medo de voar/levartar voo/aterrar - eu páro e respiro. Nesse momento realizo que o medo não fará diferença: Se for "a minha hora" não há nada a fazer.

Quando e assim que me vejo a ter medo da morte: Eu páro e respiro. Nesse momento realizo que me estou a permitir ter medo do inevitável, e como tal faço pazes com o "inevitável" ao me focar no inevitável acto de respirar para aqui estar vivo.

Quando e assim que me vejo a ter medo de morrer quando estou a levantar voo, levantar e aterrar: eu páro e respiro. Nesse momento realizo que este medo na verdade é o medo do meu ego de deixar de existir.

Eu dedico-me a fazer paz com a morte ao estar presente e ciente da minah respiração, realizando que Eu Aqui como Vida é a única eterna realidade - e que a morte é o fim da ilusão chamada mente.

Eu dedico-me a enfrentar o meu "medo da morte" ao viver e expressar quem eu realmente sou como vida, um e igual, fazendo e dizendo o que é melhor para todos.


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