1 de junho de 2012

Dia 31 - A personalidade do "Namorado": Amor? ódio?

1 de junho de 2012

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ser bruto com a Joana.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido realizar que toda a "personalidade de namorado" -- TUDO o que isso engloba: as palavras que uso, o tom de voz, a forma como lhe toco, ou quero tocar e a forma como eu a olho, a conversa de fundo na minha mente quando penso nela -- nada disto é na verdade quem eu sou: é na verdade o meu programa que eu aceitei e permiti como sendo eu ("quem eu sou") que foi por mim construido  e "upgraded" desde tenra idade ao copiar o meu pai, os meus amigos, os filmes, séries e músicas.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido respirar fundo num momento de foco sobre quem eu sou como vida na precença de outros seres humanos de forma a garantir que o que eu digo e faço seja sempre quem eu sou como a decisão de viver o que é melhor para todos.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido falar e estar na presença da Joana com um sentimento de superioridade e permitir que isso determine o que eu faço e o que eu digo em vez de realizar que tal é o meu programa de "macho" que "sabe mais" - É o programa do "macho portugues" que sabe sempre tudo  e "a mulher não sabe nada" ("ta calada mulher!")

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido realizar que quando eu toco na Joana eu estou na verdade a tocar em mim - e todo e qualquer desejo/atracção e/ou desgosto/reprovação/repugnação é na verdade a mente como o programa de "namorado querido" e/ou "namorado bruto".

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido não fazer da minha relação com a Joana O ACORDO de viver a cada momento a correcção de forma a que eu/nós viva/vivamos o que é melhor para todos -- assim sendo estou/estamos presentes com e como a respiração, parando toda a personalidade positiva e negativa da personalidade de "um namorado/uma namorada".

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ser - em momentos - um "namorado querido" ao "falar à bebé" (personalidade) em vez de realizar que tal é um programa do "namorado querido".

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ser - em momentos - o "namorado bruto" ao rejeitar a Joana e/ou ao ser bruto a falar - em superioridade - em vez de realizar que tal é a polaridade oposta do "namorado querido".

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido assumir que sei sempre mais do que a Joana em vez de realizar que este é o meu programa de "macho superior" que "sabe mais que a mulher".

Eu dedico-me a calar-me e a ouvir a Joana SEMPRE até ao fim, não me permitindo querer "ganhar"/"ter razão" NUNCA pois este é o meu programa no qual eu não posso confiar -- por isso oiço e dedico-me a apoiá-la dando-lhe razão - mesmo que eu ACHE que não a tenha - pois o objectivo é chegar a um ponto em que  sei O QUE É REAL  e não o que EU acho ser real/verdadeiro -- e desta forma estou a apoiar a Joana a ganhar mais confiança em sí mesma. -- Assim eu páro o meu ego de machista superior enquanto que a apoio a para o ego de fêmea inferior/reprimida.

Eu dedico-me a simpelsmente colocar questões à Joana e nunca lhe dizendo o que está "certo" ou "errado" -- simplesmente foco-me a colocar questões que a apoiem a ver outras perspectiva que ela possa não estar a considerar --- assim apoio-a a expandir a confiança em sí mesma ao ter de considerar outros pontos de vista.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ter dado até agora razões à Joana para confiar em mim --- pois até agora eu tenho reprimido-a com o meu ego "machista superior"  que "sabe tudo" sem de facto saber nada: nem sequer a sei apoiar e mostrar-lhe que ela pode confiar em mim a 100%

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido não mostrar à Joana que ela pode confiar em mim a 100% ao estar/ser aqui a cada momento da respiração, vivendo a decisão do que é melhor para tudo/todos.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido perder a paciência com a Joana e ignorá-la e ser bruto com ela ao ficar apático em vez de realizar que eu estou a enfiar-me no buraco que é o meu ego machista qie sabe tudo e não precisa de ajuda.

Eu dedico-me a abrir os braços incondicionalmente à ajuda da Joana quando eu claramente o necessito para que eu saia do meu buraco de depressão e de ego machista e desta forma construir e expandir a confiança e a certeza mútua em vivermos O ACORDO do que é melhor para todos.   

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