29 de junho de 2012

Dia 43 - Enfrentando o Conflito: Considerando a Consequência

29 de junho de 2012

Eu perdoo-me por não ter aceite e permitido realizar que "evitar falar" quando há necessidade de falar é o resultado de uma conversa de fundo na minha cabeça na qual eu me diminuo.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ter medo de falar por pensar que aquilo que eu vou dizer irá criar conflito em vez de realizar que isto não passa de uma ideia minha - uma crença - e se eu falar em honestidade própria não há nada a temer - não há nada que eu possa dizer "de mal" -- e se for interpretado de tal forma só demonstra como quem ouve não está disposto a ver o senso comum e como tal está simplesmente a defender o seu ego/mente/interesse.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido pensar ter uma ideia pre-definida das pessoas e de acordo com essa ideia controlar aquilo que eu digo e faço de modo a evitar conflito.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ter medo de me encontrar numa situação de conflito e evital tal a todo o custo em vez de enfrentar o meu medo ao me colocar deliberadamente numa situação na qual eu acredito/penso/imagino que irá haver conflito entre o senso comum que expresso e quem ouve.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido evitar dizer coisas de forma a me manter na minha zona de conforto na qual o meu mundo está estável em vez de me desafiar ao dizer aquilo que tem de ser dito - sem me permitir ser influênciado pelo medo de que aquilo que eu diga provoque uma reacção na outra pessoa -- MAS sem querer provocar uma reação, pois assim sendo eu sou também responsável pela reacção.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido realizar que falar sem medo não significa dizer tudo e mais alguma coisa sem considerar a consequência das minhas palavras - mas sim que aquilo que digo não está contaminado pelo meu medo de conflito nem pela ideia/crença que eu tenho sobre a outra pessoa --- assim sendo, aquilo que eu expresso é sempre aquilo que, em senso comum, é melhor para todos, por mais difícil que me seja dizê-lo.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido realizar que não se pode dizer sempre tudo -- no entanto, não falar para me manter na minha bolha de segurança não passa de eu tentar enganar-me.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido realizar que só uma coisa é relevante quando eu falo: Aquilo que é melhor para todos. Como tal, ás vezes é melhor falar e outras é melhor estar calado. Desta forma eu estou constantemente a considerar a consequência das minhas palavras.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido realizar que eu ao não falar quando obviamente tenho de falar mas não o faço por medo só estou na verdade a criar uma consequência que me irá acabar por afectar.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido realizar que sempre que eu falo ou estou calado estou na verdade a criar uma consequência, e como tal é obvio que eu irei falar ou estar calado de acordo com a melhor consequência.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido realizar que se eu não me expressar de acordo com o que é melhor para todos (ficando calado OU falando) - eventos irão acontecer que me irão forçar, eventualmente, a expressar o que é melhor para todos - Desta forma, ao estar ciente da minha respiração a cada momento e ao considerar a consequência de "falar ao não" é a forma mais eficaz de garantir que o resultado da minha expressão é o que é melhor para todos.

Eu dedico-me a estar aqui ciente da minha respiração, um e igual, e desta forma capaz de me expressar sem ter medo, sem hesitar, sem insegurança, sem incerteza.

Eu dedico-me a estar aqui um e igual com a respiração e desta forma, em senso comum e honestidade própria, capaz de me expressar considerando sempre a consequência desta mesma expressão.

Eu dedico-me a parar o meu automatismo de "evitar conflito" ao estar aqui com a respiração, um e igual, comunicando sem me permitir que resistências/medos/ideias/crenças me controlem. Eu dedico-me a expressar sempre em senso comum, considerando sempre o que é melhor para todos, quer nas minhas palavras ou no meu silêncio.

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