13 de setembro de 2012

Dia 89 - MLV - Pais Educando Filhos - O Ciclo do Abuso PARTE 1

13 de setembro de 2012

MLV - Mente Livre de Vírus

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido realizar como o comportamento dos pais - ex: ficar zangado/reagir com coisas triviais - acaba por infectar e afectar os filhos -- o que faz com que estes sintam medo: sentem perigo.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido realizar que à medida que os pais agem REPETITIVAMENTE desta forma (padrão de agressividade) os filhos acabam por seguir as instruções dos pais devido ao MEDO e não por ESCOLHA. Por sua vez, eu realizo que, isto fará com que a criança se torne também agressiva devido aos sentimentos/experiência de "inadequada/incapaz" por não conseguir responder de forma diferente à agressevidade deMONSTRAda pelos pais.
--> Assim sendo, como Pai/Mãe, é necessário IDENTIFICAR todos os padrões de comportamento (os comportamentos que se repetem) de forma a que aquilo que é expresso seja SEMPRE - a todo o momento - o MELHOR EXEMPLO de comportamento (para os filhos essencialmente!), baseado no Princípio de Unidade e Igualdade, com o auxílio do perdão, compreenção, entendimento, honestidade, responsabilidade, disciplina, dedicação, determinação, assertividade, delicadeza, inocência, graciosidade etc...
--> Como filho/filha é necessário indentificar os padrões de comportamento abusivos/destrutivos dos pais que nós acabámos por copiar e que acreditamos ser "quem somos". Normalmente estes são mais fáceis de identificar pois são aqueles comportamentos que nós, filhos, não gostamos (ou julgamos) nos pais - Mas na verdade o que não gostamos é o facto de os termos copiado e como tal comportamo-nos exactamente da mesma forma que os nossos pais.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido realizar que, como Pai/Mãe, é difícil de identificar os padrões de comportamento abusivos/destrutivos que irão infectar e afectar os filhos pois estes tornaram-se parte de nós mesmos -- e a primeira tendência é a ignorar a realidade da entidade destrutiva e abusiva que nos tornámos, e como tal requer tremenda honestidade própria para identificar quais os padrões de comportamento abusivos/destrutivos que serão copiados pelos filhos caso não nos tornemos a expressão Viva daquilo que é melhor para todos.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido ser humilde comigo mesmo e realizar que apesar de não ser perfeito -- porque fui programado para ser imperfeito! -- eu sou capaz de corrigir todas as imperfeições que em mim existem (através de um processo de acumulação de auto-correcção) --> No entanto não será de todo fácil pelo simples facto que as imperfeições que em mim existem definem "quem eu ACREDITO ser" - e existe uma resistência em ir para além daquilo que conhecemos (mesmo quando aquilo que conhecemos é claramente destrutivo!)

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido realizar como este padrão de comportamento destrutivos/abusivos (vírus comportamentais) são feitos crer "reais/verdade da sociedade/ natureza humana"  pelos pais e sociedade através da TV, religião, jornais, notícias, escola (etc) porque "TEMOS DE OBDECER AOS PAIS / OS PAIS É QUE MANDAM / OS PAIS É QUE SABEM" -- e devido a este crença (os pais é que sabem/mandam) as crianças acabam, obviamente, por copiar os pais (quer o comportamento seja destrutivo/abusivo ou não) porque são estes (os pais) que estabelecem a norma!

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido realizar que BASTA OLHARMOS para a forma como as crianças se comportam para vermos como os comportamentos reactivos e violentos são "normais" e aceites! -- e na verdade estes são os comportamentos abusivos/destrutivos dos pais/sociedade que foram copiados pelos filhos/crianças - GERAÇÃO APÓS GERAÇÃO!

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido realizar que o que os pais regularmente dizem às crianças "FAZ O QUE EU TE DIGO!" quando na verdade o exemplo é exactamente o oposto (ao ponto de até se dizer "faz o que eu te digo e não o que eu faço") faz com que a criança/filho/filha perca por completo todo e qualquer respeito pelo pai/mãe/adulto. ---> E como consequência deste exemplo destrutivo/abusivo/hipócrita e pela perca do respeito pelo pai/mãe, a criança acaba por, mais tarde na vida, perder o respeito próprio quando descobre que não consegue controlar ou entender o seu próprio comportamento destrutivo/abusivo que é na verdade igual ao comportamento daquele que deixou de respeitar (o pai/mãe/adulto).


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