3 de janeiro de 2013

Dia 131 - Apego ao Passado: O Conflito-Interno

3 de janeiro de 2013

Andamos todos apegados ao passado.

A forma como nos definimos é relativa ao passado. Definimo-nos de acordo com as experiências que tivemos, definimo-nos de acordo com as nossas famílias, definimo-nos de acordo com a história do nosso país, definímo-nos de acordo com a cultura do nosso país, definimo-nos de acordo com religião...
TUDO ISTO É PASSADO - a andamos apegados a este. E este apego só causa separação entre nós - só causa conflito e destruição.

Vejamos, por exemplo, o conflito israelo palestiniano: Este conflito não existiria se não houvesse apego ao passado (cultura, religião, origens). A solução para este conflito é tão obvia, no entanto aqueles que estão envolvidos no mesmo não são capazes de se verem livres do passado pare realmente VIVEREM AQUI em paz e harmonia, no MOMENTO, como Um e Iguais - (como Deus realmente quereria??)

Repara como existe um conflito "israelo palestiniano" em ti -- no qual pretendes ser alguém diferente (paz) mas no entanto estás agarrado ao passado, e isso faz com que tenhas um conflito interno.

Este apego ao passado é um fardo que transportamos constantemente, fazendo com que a nossa experiência de vida seja um enorme peso: não somos simplesmente capazes de nos expressar no momento pois a nossa expressão está sempre limitada pelo apego ao passado.

As memórias que connosco transportamos e que definem quem nós somos não nos permitem expandir -- para tal temos de nos ver livre das memórias. Isto não significa esquecer -- quer sim dizer que as memórias não definem quem somos, o que dizemos e o que fazemos.

Cada memória do passado que nos define como estando separados da Vida é transportada numa parte do nosso corpo -- e ao longo do tempo, o "peso" que essa memória exerce no nosso corpo torna-se tão grande que acaba por criar dores e doenças que não nos permitem viver em plenitude.

Porque é que envelhecemos? (e eventualmente morremos?) Porque as memórias do passado que nos definem e que existem em CADA CÉLULA do nosso corpo são transferidas para as novas células que estão constantemente a ser criadas e estas, por sua vez, acabam por "DANificar" o ADN e como tal "DANificam" o nosso corpo-- assim vemos como o nosso corpo é o reflexo da dossa Mente.

Ao existir medo em nós estamos a permitir que exista medo nas nossas células. Ao existir arrependimento em nós estamos a permitir que exista arrependimento nas nossas células. Ao existir vergonha em nós estamos a permitir que hava vergonha nas nossas células. Ao existir stress em nós estamos a permitir que haja stress nas nossas células. Ao existir raiva em nós estamos a permitir que haja raiva nas nossas células. Ao permitirmos que exista irritação em nós estamos a permitir que haja irritação nas nossas células --- etc etc.

Como vemos, não é surpresa nenhuma o facto que envelhecemos e morremos tendo em conta que o nosso corpo acarrreta com todas estas memórias destrutivas. Literalmente, matamo-nos a nós próprios devido ao "apego ao passado".

As células cancerigenas são o perfeito exemplo de como danificamos o nosso corpo de tal maneira que estas células acabam por ser uma ameaça mortífera ao bom funcionamento de todo o corpo. As células cancerigenas são, no fundo, células que se revoltáram contra o resto do corpo - imaginemos então a "revolta/conflito interno" que não existe em tais indivíduos...

Este processo do perdão próprio é, no fim de contas, o processo de auto regeneração do nosso corpo - de forma a que este seja o reflexo daquele/a que VIVE Aqui no momento, Um e Igual - Aquele/a que não permite ser um escravo da Mente-Ira da Mente

A VIDA não existe no passado -- a VIDA é/está AQUI presente!

Quem vive no passado é aquele que não se perdoa -- e aquele que não se perDOA não está a DAR a si mesmo a VIDA que É.

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