17 de janeiro de 2013

Dia 140 - Tristeza

17 de janeiro de 2013


A tristeza é uma experiência interessante.

Nos últimos dias tenho-me sentido triste: Triste comigo mesmo. Triste como me tenho comportado. Sinto que me tenho desapontado.

A palavra "desapontado" é engraçada: Des-Apontado ---> reflete como deixamos de tomar responsabilidade. Os ministros são "apontados" certos cargos - são responsáveis. Portanto, "Des-Apontado" é aquele que deixa de ser "responsável". "Des-Apontado" é o resultado de quando deixamos de tomar responsabilidade por nós mesmos -- e é natural que a Tristeza siga.

Eu apercebo que, na verdade, a cada momento escolhemos estar tristes ou não.

Eu apercebo-me que somos nós que criamos a nossa própria tristeza.

Eu apercebo-me que quanto mais participamos na tristeza mais profunda esta se torna.

Eu apercebo-me que a tristeza só resulta em duas coisas: Ou ainda mais tristeza ou a numa realização: A realização de que podemos por um fim a esta mesma tristeza.

Vou-vos contar uma história: Diz-se que quando o Buddha morreu um dos seus discíplos, Ananda, não parava de chorar. Ele tinha seguido o Buddha toda a sua vida - e agora com ele morto a tristeza tinha-se apoderado. Chorou horas a fio... Dias até. Quando parou de chorar ele estava iluminado.

A tristeza pode ser uma bênção - mas somos nós que a temos de a tornar essa tal benção. Temos de chegar ao ponto em que REALIZAMOS que temos de nos ver livre do passado (e todos os seus condicionamentos) para que possamos VIVER Aqui, verdadeiramente.

Assim como somos nós que criamos a nossa própria tristeza, somos nós mesmos que também criamos a nossa prórpia alegria/felicidade.

Quanto mais sofrimento será que necessitamos? Quanto mais tristeza é necessária para que percebamos que está nas nossas mãos mudar?
É o que eu me pergunto...

Vejo que se eu não mudar agora, neste momento, as coisas só irão ficar cada vez piores... Ou seja, quanto mais as coisas piorarem é natural/normal que a minha vontade de que as coisas parem se torne ainda maior... No fundo os nossos problemas tem a tendência a entrar em espiral para que os possamos enfrentar. A isto se aplica a tristeza, o conflito, as resistências, o medo, etc etc...

A tristeza não é real -- não passa de uma energia da mente que me coloca num certo e determinado estado/condicção na qual eu acredito que "as coisas estão mal" e que "eu não posso fazer nada" e que "tenho de sofrer".

Assim sendo eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que a experiência/sentimento/emoção da tristeza e todos os pensamentos associados à tristeza são reais em vez de realizar que não passam de uma energia que eu dou valor e que me impede de viver AQUI no momento em honestidade própria.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido realizar que EU DECIDO se continuo nesta tristeza ou se a páro!

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido viver no passado ao permitir que a tristeza se apodere de mim e me coloque num modo no qual eu não me dou direcção e nem me permito VIVER!

Quando e assim que me vejo triste e à procura de coisas para me enterter (em-ter-ter?) de forma a não enfrentara  tristeza de forma a transcende-la para que possa VIVER - eu páro e respiro. Nesse momento realizo que EU DECIDO! Eu realizo que 

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