22 de janeiro de 2013

Dia 143 - O Desabrochar da Vida

22 de janeiro de 2013

As flores desabrocham numa altura específica --> Até então encontram-se num processo de desenvolvimento/preparação para estarem prontas no momento certo.

Nestes últimos tempos tenho estado a tentar "desabrochar"  sem o conseguir fazer --> E agora vejo como as minhas tentativas têm sido fúteis porque não percorri o processo de desenvolvimento/preparação passo a passo --> tenho tentado mudar toda a minha expressão sem que a "Primavera chegue". Assim sendo é claro que as "minhas flores" murcham de imediato. Ainda está muito frio e o sol ainda não brilha horas suficientes.

Tenho realizado que a mudança é verdadeiramente um processo temporal (e não instantâneo) assim como uma dança que tem um início, um desenvolvimento e um fim.

Encontro-me no desenvolvimento. Existem vários aspectos em mim que tenho de mudar para que eu possa depois "desabrochar" na minha totalidade -- no entanto é impossível mudar todos estes aspectos ao mesmo tempo -- tenho de os mudar um de cada vez. Até agora tenho tentado mudanças radicais: Num dia sou "uma desgraça", noutro dia sou "quase perfeito". Ou oito ou oitenta...
Vejo que para chegar ao "oitenta" tenho de percorrer o "nove" o "dez" o "onze" etc... Ou seja: para que este processo seja real e que "passe" o "teste do tempo" só é possivel ao trabalhar-se um ponto de cada vez. Se olhares em honestidade própria para ti mesmo vais ver que existem vários pontos em que queres/podes mudar. A melhor maneira de o fazer é ao escolher um desses pontos e dedicares-te a mudá-lo. Eventualmente, depois de muita dedicação e muitos dias em que se vê claramente que mudaste podes então dizer "ja tratei deste ponto" - e é claro que tens de honrar tais palavras ao não te permitires voltar a ser "quem eras" antes de mudares. Depois estarás pronto para enfrentar outro ponto. E o mesmo processo se aplicará. Ao longo do tempo verás como as coisas se tornam mais fáceis.

Eu já fiz isto em certos pontos em que já mudei -- mas só agora ao olhar para trás é que vejo como o fiz. Não foi de um dia para o outro, e não foi de certo ao tentar mudar TODO o meu "ser". Se eu não consigo mudar em mim dois aspectos do "meu ser" que não representam quem eu sou como Vida ao mesmo tempo, como posso eu querer mudar TUDO ao mesmo tempo?

Os bebés nascem bebés -- não nascem embriões! Nem fetos! Se assim o fizerem morrem porque não completaram o seu processo de desenvolvimento no útero. 

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido quere mudar todo o meu ser de uma vez só em vez de realizar que, assim como a respiração, é ao trabalhar um ponto de cada vez que eu irei acumular mudanças em mim que só então resultarão no meu "desabrochar".

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido tentar fazer mais do que aquilo que eu consigo lidar.

Eu perdoo-me por me ter aceito e permitido não ser honesto comigo mesmo ao me enganar, acreditando que eu sou capaz de me mudar por completo de um dia para o outro.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido desejar que as coisas sejam fáceis em vez de realizar que a mente irá sempre resistir à mudança -- e como tal é essencial trabalhe estas resistências uma de cada vez.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido adiar trabalhar no ponto que decido mudar.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido realizar que só será impossivel mudar se eu tentar fazer MAIS do que aquilo que eu consigo mudar neste momento.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que a resistência à mudança é real em vez de realizar que não passa de uma energia da mente que cuja intenção é manter-me preso no passado.

Eu dedico-me a mudar um pondo de cada vez.
Eu dedico-me a puxar por mim para transcender a resistência que tenho a mudar ao me aplicar físicamente: Quando e assim que me vejo a ter uma resistência em mudar o ponto que decidi mudar -- eu páro e respiro. Nesse momento realizo que EU DECIDO se aceito ser um escravo da resistência ou não. Assim vejo como sou Eu quem está sobre o controlo da situação e não tenho nada nem ninguém a culpar --> Eu sou responsável!

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