26 de janeiro de 2013

Dia 146 - Ao Sabor do Vento

26 de janeiro de 2013

Temos a tendência a complicar as coisas, a fazer tempestades em copos de água - e no meio da tormenta não vemos a simplicidade que reside em respirarmos, aceitarmos aquilo que não podemos mudar (o passado) e seguirmos caminho.

Se uma porta está fechada o vento arranja um outro caminho por onde seguir. Vejo que neste meu processo tenho andado a "bater na mesma porta" vezes sem conta em ves de seguir caminho, "ao sabor do vento".

Para ir "ao sabor do vento" tenho de me libertar do "caminho" que precorri e do "caminho" que eu pensaria seguir. Se não o fizer irei ficar estagnado no passado.

Em nós existe sempre um "vento" que, ao constantemente circular, nos mantém vivos: A respiração.

Se pararmos de respirar morremos. Ir "ao sabor do vento" é ir ao sabor da vida --> pois respirar possibilita a Vida.

Se não levarmos a nossa vida "ao sabor do vento" iremos acumular stress e ansiedade --> iremos estar em sobre constante pressão, incapazes de nos expressarmos livremente.

Repetir os mesmos padrões destrutivos não é "ir ao sabor do vento" --> isso é "ir à amargura do passado".

Ir ao sabor do vento é estar calmo, tranquilo, presente, ciente e confiante de que a cada momento da respiração se está vulnerável e apto à mudança.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido resistir ao "curso natural" da vida em vez de estar Aqui presente com e como a respiração, indo cada vez mais longe no meu processo de expanssão.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido isloar-me nas minhas memórias (passado) e desta forma limitar as minhas acções em vez de "ir ao sabor do vento" ao estar vulnerável a nossas possibilidades.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ter uma ideia de mim mesmo que não me permite que eu vá para além daquilo que eu já aceitei como "quem eu sou" em vez de realizar que eu tenho a capacidade de, a cada momento, escolher de forma diferente -- só eu é que me limito a mim mesmo.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ser um escravo do passado ao continuar a seguir um caminho que é uma repetição do passado -- em vez de me mudar (mudar de direcção) e mostrar a mim mesmo que eu sou capaz de ser verdadeiramente livre para escolher.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que "as coisas têm de ser assim" e como tal incapacitar-me de ver que eu sou capaz de tomar um outro rumo -- um rumo no qual o destino é a minha total liberdade, é a honestidade própria, é a unidade e igualdade com tudo e todos.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido cometer os mesmos erros vezes sem conta, achando sempre que estes são cometido "inocentemente" quando na verdade eu sei exactamente o que estou a fazer: a quebrar a minha confiança em mim mesmo e a diminuir-me  --> em vez de identificar os indícios que me levam a cometer os erros e a parar de imediato.

Quando e assim que me vejo a estar preso ao passado à medida que me vejo a continuar sempre a "seguir o mesmo caminho" (repetir os mesmos erros) -- Eu páro e respiro. Nesse momento realizo que eu posso mudar. Realizo que posso "ir ao sabor do vento" (respiração) e fazer com que a minha expressão seja uma de inocência, vulnerabilidade, graciosidade, paz, calma, leveza, compreenção, entendimento, empatia, compaixao e de honestidade própria.

0 comentários:

Enviar um comentário

 
◄ Free Blogger Templates by The Blog Templates | Design by Pocket