28 de janeiro de 2013

Dia 150 - Sozinho: Enfrentando a Verdade do nosso Ser

28 de janeiro de 2013

Todos nós estamos sozinhos. Apesar de termos família e amigos, todos nós estamos sozinhos nos nossos processos individuais.

Nascemos sozinhos e morremos sozinhos - e apesar de durante a nossa vida estarmos rodeados de pessoas, durante a mesma estamos sempre sozinhos.

O facto de estarmos sozinhos é essencial, porque assim não podemos culpar nada nem ninguém --> nós somos sempre os responsáveis.

Eu estou sozinho nos meus pensamentos - assim como tu.
Sou SÓ eu quem tem a capacidade de mexer o meu corpo. Sou SÓ eu que consigo comunicar o que vai dentro de mim.

Há quem tenha amigos imaginários -- mas esses amigos não passam de fragmentos da consciência que é utilizada como uma forma de escape da realidade, e muitas vezes como culpado pelas nossas acções. O amigo imaginário mais comum é "Deus" ---> é tão comum que as pessoas deixaram de acreditar ser imaginário -- mas a verdade é que se não formos ensinado sobre este "Deus" e se não usarmos a nossa IMAGINAÇÃO para criar uma relação com este "amigo" = ele não existirá!

EU vejo como eu estou sozinho -- e como tal vejo como SÓ eu posso mudar-me --> mais nada nem ninguém o fará, por muito que eu acredite.

No início do meu processo eu estava tão empolgado que só queria que os meus amigos me ouvissem e começassem a mudar comigo. Eu tentei muitas formas de fazer com que os meus amigos vissem como eu via. Eu queria que eles mudassem, eu queria que eles vissem os benefícios... Não valeu a pena... Cedo realizei que não os posso mudar. Realizei que não adianta -- as pessoas têm de ver por si, têm de investigar por si, têm de se dedicarem por si, têm de fazer as perguntas por si.

Eu suponho que muitos amigos e familiares meus já leram blogs meus e já viram videos meus e devem ter pensado "coisas das boas"... Nem UM, até hoje, veio falar comigo sobre o que escrevo, com o mínimo interesse em saber mais. Porquê? A resposta é bem simples: Não estão ainda prontas. As suas vidas são muito confortáveis, e como tal não lhes convém se questionarem nem questionar o sistema. Eu não cheguei a este processo do dia para a noite. Eu andava a questionar-me, andava a querer saber porquê, andava à procura de respostas -- assim como o Neo no filme The Matrix... Há quem esteja pronto para se desconectar da Matrix, e há outros que preferem continuar com as suas "vidas" pré-programadas.

Estamos sozinhos --> e é só com o nosso processo individual que nos devemos "preocupar". Cada um tem de ser a sua própria solução. Cada um tem de ser o seu salvador.
Isto não quer dizer que não nos possamos dar apio uns aos outros -- bem pelo contrário! Porque para que eu te possa dar apoio, TU tens de estar disposto a receber esse apoio --> Assim sendo, no fundo, o que isto quer dizer é que TU estás-te a ajudar a ti mesmo ao pedires e permitires que eu te ajude! Atenção: O facto de cada um estar sozinho no seu processo não quer dizer que estamos solitários e isolados! Não aceitar/pedir ajuda de quem quer dar apoio não passa de um acto de egocentrismo! --> Não passa de uma resistência da mente à mudança.

É essencial que saibamos estar sozinhos, pois só assim nos daremos a conhecer!
Há quem não goste de passar muito tempo sem companhia --> e a razão para tal desgosto é porque acabamos por nos ter só a nós mesmos para lidar, e assim não há escape possível! Enfrentamos a verdade núa e crúa de nós mesmos.

Quando alguém diz: "Estou aborrecido" --> O que está realmente a dizer é que "está aborrecido consigo mesmo" porque não se está a dar direcção, e permite-se permanecer num estado energético mental no qual não existe nenhuma força de vontade, nenhuma visão, nenhuma coragem e, de certeza, nenhuma vontade de mudar!

Lembra-te: se necessitas constantemente de estar com outras pessoas (amigos, famíliares ou até mesmo desconhecidos) para te sentires bem, isso é um indicador de que tu não estás bem contigo mesmo! Se não és capaz de passar horas, dias, semanas ou até mesmo meses sozinho, sem mais ninguém com quem lidar/falar/conviver --> então é porque não toleras a verdade de ti mesmo e não estás disposto a mudar.

Procurar entertenimento, refugiar na comida, dormir excessivamente etc -- isto são também formas de evitarmos enfrentar a verdade de nós mesmos -- e agora vejo como eu o tenho feito ao longo dos tempos.

Estar SOzinho, eu realizo, é estar AQUI presente com a respiração, capaz de viver cada momento em honestidade própria, confiante de que não se vai comprometer ou sabotar a sua expressão de VIDA. No entanto aqui se encontra uma dictomia: Pois ao estarmos AQUI presentes, Um e Iguais como vida, estamos em Unidade e Igualdade com Tudo e Todos.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido realizar que ao tentar mudar os outros eu estou na verdade a evitar mudar-me a mim mesmo.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido estar "preocupado" com o processo dos outros em vez de me "preocupar" com o meu.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido enterter-me com o processo dos outros em vez de me focar em mim e no meu processo.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido realizar que o meu desejo que os outros mudem revela como eu quero mudar e no entanto não o faço.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido realizar que eu estou sozinho no meu processo, e como tal sou só eu quem pode mudar, sou só eu quem pode puxar por mim verdadeiramente, sou só eu quem pode criar a força para "me por a mexer".

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido procurar entertenimento de forma a não "estar sozinho" e assim evito enfrentar a minha mente/ego.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ter medo de estar sozinho e procurar coisas para me enterter --- assim como quem tem medo do escuro e procura uma luz para evitar enfrentar o medo.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido pensar que o entertenimento é a solução para "os meus problemas" em vez de realizar que só irei criar a resistência em enfrentar as minhas desonestidades ainda maior.

Quando e assim que me vejo a ter medo/resistência de estar sozinho quando me sento a escrever e a perdoar os meus pontos -- eu páro e respiro. Nesse momento realizo que eu não tenho alternativa = A verdade de mim mesmo eu não posso escapar, e como tal mais vale puxar por mim para enfrentar os pontos no momento em vez de adiar -- pois ai adiar terei sempre a tendência de adiar mais e mais.

Quando e assim que me vejo a evitar estar sozinho comigo mesmo com entertenimento/pessoas/dormir - eu páro e respiro. Nesse momento realizo que se o fizer estou a comprometer o meu processo, estou a sabotar-me a mim mesmo --- e como tal só me irei arrepender.

Eu dedico-me a estar sozinho a cada momento - em paz comigo mesmo, sem medo de me enfrentar e mudar, com coragem para descobrir o que está para além deste medo (irracional!).

Eu dedico-me a encontrar a cada momento da respiração quem eu sou como Vida -- de forma a que eu me possa dar direcção em honestidade própria.

1 comentários:

Joana Jesus disse...

Ouvir-te foi das melhores coisas que eu podia fazer a mim própria. Lembro-me de te ouvir falar em senso comum, Unidade, Igualdade e, apesar de não estar ciente de tudo aquilo a que te referias, percebia-me que havia aí qualquer coisa. A vida não podia ser só a minha mente de relações, de escapes e de acumulação de histórias! Tem sido uma descoberta diária - recomecei a escrever, comecei a perdoar aquilo que tenho aceite e permitido ser, e a transcender limites que tinha imposto a mim própria. A resistência à mudança é real quando acreditamos que a mente de julgamentos e medos é real. Ao mesmo tempo, a mudança física é real quando me dedico a parar a mente e a estar aqui a cada respiração, dedicada àquilo que eu faço e digo e vivo. De dentro para fora -- Estabilidade de dentro de cada um de nós para um mundo melhor para todos.
Obrigada por te partilhares e comunicares em simplicidade e honestidade própria.

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