26 de fevereiro de 2013

Dia 170 - Gestão do Tempo

26 de fevereiro de 2013

Muitas vezes dou por mim a planear fazer coisas para o dia que depois acabo por ver não ter tempo para as fazer porque não consideres outras "pequenas coisas" que fazem parte da vida diária e que têm mesmo de ser feitas: cozinhar, comer, lavar a loiça, ir à casa de banho, tomar banho, lavar roupa, estender roupa, arrumar a roupa, fazer a cama, ver emails e responder, gerir as contas e marcar aulas (no meu caso, por ser empregado por conta própria), ir às compras, arrumar a casa... Quantas mais coisas és capaz de pensar? Para quem tem filhos, por exemplo, a lista torna-se bem maior! Ou para quem tem de cuidar de familiares com idades mais avançadas que possivelmente necessitem de bastante atenção.

Hoje, por exemplo, este blog já devia de ter sido escrito à 2 horas de acordo com o meu horário!
E o que é que eu andei a fazer? "Coisinhas"....

Quando vejo que as coisas que tenho a fazer começam a ficar para traz eu começo a stressar e a tentar apressar para recuperar "tempo perdido" -- mas a questão é que não existe tempo perdido coisa nenhuma... O que eu perdi foi a noção do tempo que realmente necessitava!

Para além do stress sou também duro comigo, pois o facto de não cumprir com o horário é como se estivesse a "falhar".

Vejo que se eu não abrandar e se não alinhar a minha acção com o tempo FÍSICO REAL acabarei só por acabar desconfortável, apegado ao passado -- apego áquilo que fiz, ao que não fiz, quando fiz ou quando deixei de fazer.

Os planos não são assim tão "planos" como gostariamos que fossem: existem altos e baixos! Se não formos capazes de reconhecer estes altos e baixos para evitarmos criar stress e desconforto acabaremos por nos tornar vítimas da polaridade da mente: os altos e baixo da mente.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido sentir-me mal comigo mesmo quando vejo que aquilo que tinha estipulado fazer está a ficar para trás, em vez de realizar que tal auto punição não passa de uma falta de entendimento verdadeiro da realidade da vida.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido realizar que deixar que as certas tarefas fiquem para "mais logo" devido a uma NECESSIDADE REAL não é o mesmo que perguiça ou procrastinação.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido SER HONESTO COMIGO MESMO em relação áquilo que é necessário fazer -- > e a partir daí ajustar o meu horário. Desta forma não me permito criar qualquer experiência de desconforto tais como stress.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido pensar que "cumprir o horário" é sinónimo de disciplina e direcção, em vez de realizar que é a Disciplina e Direcção em Ser Honesto comigo mesmo que é REAL e RELEVANTE. Cumprir um horário mas acabar por estar em constante stress e pressão não é Honestidade Própria!

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido realizar que é QUEM EU SOU AQUI a cada Momento que é RELEVANTE! -- NÃO o que eu faço ou deixo de fazer!

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido dar-me a mim mesmo paz e tranquilidade ao garantir que aquilo que eu faço é o melhor que eu posso fazer em Honestidade Própria.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ficar stressado quando vejo que existem tarefas que já devia ter feito e depois apressar-me a fazê-las em vez de realizar que é irrelevante o TEMPO que levo! O que é Relevante é QUEM EU SOU! Se eu não estiver totalmente presente naquilo que faço e se estiver a apressar para "recuperar tempo perdido", no fim de contas, apesar de completar a tarefa, acabo por não me Desenvolver/Crescer verdadeiramente!  

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