28 de fevereiro de 2013

Dia 171 - Decisão: Erros, Desleixe e Distracção

28 de fevereiro de 2013

Tudo o que dizemos e fazemos passa sempre por um processo de decisão na qual é justificado aquilo que dizemos e fazemos. Este processo de decisão pode dar-se em segundos ou pode ser uma acumulação de vários pensamentos ao longo de dias, meses ou até anos. Quando tomamos a decisão é como se não houvesse outra alternativa -- mas a verdade é que acabámos por excluir todas as outras alternativas durante o processo de decisão.

As decisões resultantes deste processo podem ser o que é melhor para nós ou o contrário. Quando as decisão são o que é melhor para nós é normal que o processo que leva à decisão seja mais demorado e necessite de bastante força de vontade. Por outro lado, as decisões que não são o melhor para nós são "mais fáceis" -- isto porque nós somos programados para acabarmos por nos destruir -- a prova disso é o estado em que está o mundo: como cuidamos uns dos outros, como cuidamos dos animais, como cuidamos da natureza -- ou será melhor dizer como "NÃO cuidamos"...

Quando tomamos uma decisão que é melhor para nós, a dificuldade estará depois em nos mantermos honestos e verdadeiros em relação à mudança, para que honremos a decisão e para que não caiamos "na tentação". É necessário estarmos atentos à forma subil como nos permitimos desleixar: eventualmente o desleixe torna-se normal e quando damos por nós já voltámos outra vez ao padrão antigo  -- temos depois de voltar ao início, ver quais foram as desculpas e justificações que usámos para nos "desleixarmos" e começar de novo a viver a mudança que nos levará uma uma melhor versão de nós mesmos.
Não vale a pena lamentar os erros - o que foi feito foi feito - não há nada que possa mudar o que aconteceu. O que podemos fazer sim é tomar um novo rumo e considerar o que aprendemos com os erros -- cometer o mesmo erro duas ou mais vezes não passa de abuso próprio.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido estar atento ás desculpas e justificações que uso para me desleixar.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido realizar que é aos poucos e poucos que eu tenho a tendência a voltar aos padrões antigos -- e como tal é necessário que eu veja o que é que eu  penso, digo e faço durante o meu dia que são indícios do padrão antigo.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido realizar que assim como foi passo a passo que eu puxei por mim para mudar, é também passo a passo que eu acabo por me permitir voltao ao padrão antigo de desonestidade própria.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido voltar a começar de novo, não me permitido ficar apegado ao passado, lamentando os meus erros.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido tomar uma nova decisão e implementar as realizações que resultaram dos meus erros.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido justificar e desculpar "cometer erros" para depois "ter novas realizações em vez de realizar que isto não passa de abuso próprio.


Gostava de deixar uma nota:
Quando se alguém diz "Não me arrependo dos meus erros pois é com eles que aprendo" --> é muito importante não usar isto como uma desculpa para cometer erros! Cometer erros não é sinónimo de aprender! Na verdade aqueles que cometem mais erros são aqueles que não aprendem!
Imaginemos que uma pessoa NUNCA comete um erro -- isso é sinónimo de que a pessoa aprendeu tudo à primeira!
Não é com erros que se aprende --> é ao se ser correctamente ensinado que se aprende! Quando cometemos um erro, a única coisa que se aprende é o que "não se deve fazer"!
Cuidado com a forma como justificas e desculpas o abuso próprio!


Portanto:
Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido errar  deliberadamente para "aprender" em vez de realizar que, se eu for honesto comigo mesmo, só me estou a abusar.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido acreditar que só aprendo se cometer erros -- em vez de realizar que ao fazê-lo estou a jusitificar e a desculpar "errar" para "aprender".

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido desleixar-me quando vejo que estou a cometer os mesmos erros que, se eu permitir que continuem, acabarão por me levar aos meus hábitos anteriores.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido realizar que os meus "hábitos" são relativos à forma como eu "habito" a minha mente com pensamentos.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido desleixar-me em certos momentos e permitir que esse desleixe se torne cada vez maior ao ponto de se tornar normal - e depois acabo por me encontrar a habitar a minha mente com os pensamentos que me levam aos hábitos/padrões do passado no qual eu sou outra vez um escravo da minha mente.

Quando e assim que me vejo distraído e a desleixar-me para a Decisão que tomei em Viver Aqui a cada momento da respiração, permanecendo disciplinado, determinado, dedicado e a dar-me direcção em me expressar como Vida: Eu páro e respiro. Nesse momento realizo que é nessa altura que tenho de puxar por mim para não me permitir voltar a criar um "habitat" na minha mente no qual só "habitam" pensamentos com cargas energéticas positivas e negativas que me levam a acabar por viver/expressar os meus hábitos pré-programados que me mantêm um escravo da mente/ego/consciência.



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