28 de fevereiro de 2013

Dia 172 - Distracção - Componente da Mente

28 de fevereiro de 2013

A Distracção é um dos componentes do sistema de mente consciente.

Ao se conseguir transcender este sistema, todo o processo de auto realização torna-se bem mais simples.

O que é a distracção? A distracção é uma forma que a mente usa para fazer com que nós deixemos de ter o controlo sobre aquilo em que focamos a nossa atenção/acção.

A "Distracção" "Distrai-da-acção".

A distracção surge sobre a forma de pensamentos/imagens que nos retiram do momento e daquilo que estamos presentemente a fazer. Desta forma a mente garante que deixamos de nos dar direcção a nós mesmos e passa a tomar controlo.

As crianças, por exemplo, quando estão nas aulas "distraiem-se fácilmente" porque aquilo que estão a aprender não lhes ESTIMULA a mente -- > o que significa que é necessário que estas dêm direcção a si mesmas. Como nem lhes ensinamos o que significa "Dar Direcção a si mesmas" (muito menos ensinado a saber como a mente funciona) as crianças acabar por fazer da distracção parte das suas vidas: Acabam por permitir que a mente as mantenha em "piloto automático" na qual não têm qualquer tipo de poder de direcção e decisão.

Repara: quando estás a fazer algo que "não gostas" mas que é necessário, o facto de que tal actividade não te estimular faz com que a mente procure uma outra coisa de forma a ser estimulada, e é nesse momento que acabas por te "distrair". Quando começas a notar isto vês como esta distracção se pode dar com coisas quase insignificantes: pensar no que vais fazer a seguir, pensar no almoço/jantar, pensar quanto tempo falta para fazeres um intervalo", vês uma imagem paradisíaca e pensas nas férias, ouves uma musica na rádio que te faz lembrar de uma outra coisa, pensas na mensagem que mandaste ao teu amigo e vais ver se recebeste resposta, começas a olhar para as tuas mãos/unhas a ver se está tudo "bem", olhas pela janela e pensas em como está o tempo, lembraste daquela cena de um filme que viste, começas a mexer em coisinhas que estão na tua secretária, "deixa-me só ver uma coisa no Facebook/twitter/youtube" etc etc...
Tudo isto são provas de como a mente é na verdade o nosso "mestre" e nós somos os "escravos": Os pensamentos surgem "do nada", e é muito fácil deixarmos que esses pensamentos nos controlem por completo --> por outro lado é muito difícil garantir que a cada momento da respiração, cada acção que executamos, cada palavra que dizemos é uma expressão que quem nós somos como vida. Ser perguiçoso, adiar coisas, deixar para mais tarde, justificar e desculpar o facto de permanecermos ignorantes à forma como a mente funciona etc -- tudo isto são forma que a mente usa para nos manter escravos da mesma.


Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido distrair-me com pensamentos que me estimulam a mente e me levam a fazer coisas que não fazem parte daquilo que sou suposto estar a fazer.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e pemitido realizar que o facto que me permito distrair revela que eu nesse mesmo momento tenho de puxar por mim para me dar direcção para completar a tarefa que estou a executar.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido que a energia da distracção me controle em vez de realizar que isto não passa de uma forma que a mente usa para me manter escravo da mesma.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido realizar como eu utilizo o facebook e o youtube como formas de distracção.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido estar absolutamente ciente de quando uso o facebook e o youtube para garantir que não me estou na verdade a distrair.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido realizar que a DisTracção é uma forma de Traição na quai eu me Traio a mim mesmo por não me dar direcção própria a cada momento.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido realizar que é através de desculpas e justificações que eu me permitido continuar distraído.

Quando e assim que me vejo distraído ao fazer coisas e/ou ao pensar em coisas que não fazem parte daquilo que faz parte do meu horário: eu páro e respiro. Nesse momento realizo que houve um momento no qual eu permiti que a mente tomasse controlo -- e assim sendo eu passo a tomar o controlo, dando-me direcção a mim mesmo.


Uma pergunta: quantas vezes te distraiste a ler este blog?

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