12 de setembro de 2014

Metedologia da Criação: O Perdão-Própio - Parte 5 - Dia 246

12 de setembro de 2014
desteni technotutor techno tutor
Agora que já temos uma noção do Princípio Directivo da Realidade, uma noção do Problema de Separação/Polaridade representado pela Mente Humana e uma noção dos vários Sistemas/Programas da Mente que definem a nossa limitação/ilusão --- vamos então agora para a METEDOLOGIA da CRIAÇÃO própriamente dita.

Da mesma forma que começas a fazer uma casa sem qualquer tipo de entendimento do que estás realmente a fazer nem das ferramentas que necessitas, quem tu és hoje em dia é uma "construção" que está cheia de problemas/falhas estruturais que têm de ser completamente "demolidos" (des-Construídos) para que possamos "começar do zero" -- mas desta vez com um entendimento claro de qual é o propósito da construção e quais são as "ferramentas e processos de construção" que irão garantir uma construção sólida e estável na qual podes sempre confiar.

Como é que vamos demolir a nossa "barraca"?
No computador, como é que apagamos os Programas/Sistemas que estão infestados con viros e que só comprometem a funcionalidade do computador? Carregamos na tecla: "DELETE" --- carregamos em "APAGAR" / "ELIMINAR".

Lao Tsé:
“Para ganhar conhecimento, adicione coisas todos os dias. Para ganhar sabedoria, elimine coisas todos os dias.”

Então vamo-nos tornar "sábios"!

Este é o comando que vamos utilizar para "Apagar" / "Eliminar" os Sistemas/Programas da Mente que têm definido a nossa limitação/ilusão.

"Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ..."
e
"Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido realizar que..."

Cada palavra nesta frase está especificamente emprege e localizada para garantir uma eficaz eliminação de um constituínte/permissa/linha de código de um Sistema/Programa da Mente.

"Eu perdoo-me" quer dizer "Eu decido fazer PAZ comigo mesmo"

"por me ter aceite e permitido" quer dizer que existe um total reconhecimento de que "fui EU MESMO que decidi aceitar e permitir". Isto quer dizer que existe uma TOTAL aceitação de RESPONSABILIDADE que o PRÓPRIO é o SUJEITO Fulcral na Criação do Sistema/Programa da Mente -- e como tal é também ele/ela o único/a responsável e capaz de o Eliminar. Quer dizer que existe o reconhecimento de que "fui eu quem permitiu e aceitou a influência do Sistema/Programa de Mente em mim mesmo"

Logo, "Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido..." quer dizer "Eu decido fazer Paz comigo mesmo pois eu realizo que sou o responsável pela criação deste Sistema/Programa da Mente e como tal sou capaz de o Eliminar"

Tomemos o exemplo da fobia do Rato:
"Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ter MEDO de ratos".
Nesta frase está-se a dizer: "Eu decido fazer Paz comigo mesmo pois eu reconheço/realizo que sou o responsável pela criação deste Sistema/Programa da Mente que me levou a  ter Medo de ratos." -- OU -- "Eu decido fazer Paz comigo ao fazer Paz com o Sistema/Programa da Mente cujo código lê-se "eu tenho medo/fobia a ratos".

Lembra-te que o OBJECTIVO é a eliminação da SEPARAÇÃO/POLARIDADE entre o Próprio e os Sistemas -- isto porque de acordo com o PRINCÍPIO DIRECTIVO da EXISTÊNCIA (solução) TUDO é UM e IGUAL -- logo, ao aplicar o Perdão Próprio a pessoa está a acabar com a separação existente entre a ela mesma e o Programa/Sistema da Mente -- Está-se a tornar UM e IGUAL com a Existência.

Vejamos o Perdão Próprio para as algumas dimensões do Sistema/Programa "Fobia de Ratos":

--> Vejo o Rato (Princípio/Activação)
---> Sinto uma energia a surgir dentro de mim de medo e nojo (Meio/Desenvolvimento)

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ter medo de ratos.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido realizar que o "medo de ratos" não passa de um sistema/programa da mente e como tal, sendo eu o seu criador, eu sou também capaz de por um fim à sua existência em mim.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ter "nojo de ratos" ao me permitir ser afectado pela experiência energética de "Nojo" em vez de realizar que tudo isto não passa de um sistema/programa da mente.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido realizar que eu não nasci com o medo e nojo de ratos fazendo já parte de mim -- isto foi algo que eu criei no meu passado com base numa experiência desagradável que eu tive e/ou através de associação da palavra "rato" com a palavra "medo/nojo" e com o tempo fui alimentando esta ideia de que a experiência era real até que passou a fazer parte da ideia que eu tenho de mim mesmo como indivíduo.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido realizar que ao libertar a energia de "medo/nojo" associada aos ratos eu sou capaz de me encontrar na presença de ratos e até mesmo pegar num deles sem qualquer problema PORQUE sem a energia o programa/sistema da mente não têm como ser activado -- e como tal eu sou realmente LIVRE para Decidir Quem Sou e o que Decido fazer. 

-----> Grito em histeria e sinto-me petrificado por um momento (Meio/Desenvolvimento)

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido reagir ao ver o rato ao gritar em histeria.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido realizar que o grito de histeria não passa da minha expressão do medo e do nojo que eu tenho dos ratos -- logo, ao por um fim ao medo/nojo eu deixo de reagir em gritos de histeria.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ficar petreficado quando vejo um rato em vez de realizar que este estado de petrificação não passa de uma energia que totalmente se apodera de mim e neste estado eu deixo de ter livre arbítrio.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido realizar que o brito e a petrificação não passam de uma prova de que eu me encontro como um escravo da mente e dos seus sistemas/programas.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido realizar que gritar e ficar petrificado não são solução para nada --- logo, o que eu me devo dedicar a fazer é a investigar qual é a origem deste medo para que eu possa fazer paz com a experiência do passado na qual este programa/sistema de medo/nojo de ratos assenta.

------> Fujo dali para fora para evitar ver/contactar com o rato (Fim/Conclusão/Resultado)

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido ser controlado pelo medo/nojo de ratos e reagir ao fugir para longe de forma a me "SENTIR bem", longe dos ratos.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido realizar que por mais que eu fuja eu não me posso esconder do facto de que o programa/sistema da mente de Medo/nojo de ratos encontra-se dentro de mim e toma total controlo de mim quando é activado.

Eu perdoo-me por me ter aceite e permitido evitar enfrentar o meu medo de ratos ao fugir para longe deles em vez de RESPIRAR e LIBERTAR a ENERGIA do medo para que depois eu possa agir de forma adequada.

EU perdoo-me por me ter aceite e permitido pensar que os ratos são maus e que me vão fazer mal.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido realizar que MUITO PROVAVÉLMENTE eu tenho medo de ratos porque no filme da cinderela as irmãs dela, em medo dos ratinhos, subiram para cima de bancos e começaram a gritar -- e eu, por associação, acabei por julgar os ratos como perigosos e acreditei que a maneira como elas agiram é a maneira correcta de se agir.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido realizar que os ratos NÃO ME FAZEM MAL NENHUM -- excepto possíveis doenças que possam transmitir -- o que neste caso a solução é lidar adequadamente com o problema com meios de eliminação de roedores -- e para se fazer isto, ao não se ter medo do rato torna-se muito mais fácil de lidar com a situação.
Os carros representam um perigo mortal para o ser humano -- no entanto, ter medo de carros é inútil! É necessário sim tomar as devidas precauções para evitar accidentes.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido realizar que o medo que eu tenho dos ratos é absolutamente irracional.

Suponhamos que eu (a pessoa a fazer o perdão próprio) não tenho medo absolutamente nenhum de formigas. Para eu demonstrar a mim mesmo a irracionalidade do meu medo digo: Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido realizar que ter medo/nojo de ratos é tão irracional como ter medo de formigas.

Eu perdoo-me por não me ter aceite e permitido realizar que eu sou UM e IGUAL com o rato: somos os dois "filhos" do planeta Terra, somos os dois constituintes deste Universo/Existência.

Como podem duas partes desta ÚNICA Existência estarem separadas? Como pode aquilo que Existe estar separado de si mesmo?

Ao aplicar-se o perdão própria a pessoa vai retiranto/eliminado as várias camadas que constituem o programa/sistema da mente. É necessário perdoar os pensamentos, as justificações e as desculpas que usamos para nos convencermos de que o sistema/programa da mente é real, as memórias, as associações, os julgamentos, etc...

Este é o primeiro passo: PERDOAR!
Quando vais começar?

Lao Tsé:
“Aquilo que ouço, esqueço; aquilo que vejo, lembro e aquilo que faço, entendo.” 


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